Ricardo de Oliveira Campelo, 30 anos, é advogado e atleticano desde o parto. Tem uma família inteira apaixonada pelo Atlético. Considera o dia 23/12/2001 o mais feliz de sua vida.
O Grêmio escancarou problemas antigos do Atlético, a começar pelas laterais. Wagner Diniz e Paulinho foram o principal ponto fraco atleticano. Na frente, não conseguiram produzir nada, e na defesa deixaram buracos para a equipe gaúcha atacar. O setor criativo foi outro problema grave.
Carpegiani é uma vítima recorrente de inserções, e não é de hoje. Em 1995, o próprio Atlético contratou a Cobol Corporation para inserir, na cabeça do então treinador coxa-branca, uma idéia revolucionária: escalar o zagueiro Jorjão como centroavante. Quem agradeceu foi Edenílson 'Pateta', atacante do Atlético que marcou o único gol da partida.
É absurdo o linchamento a que vem sendo submetido o atacante Alex Mineiro por alguns setores da imprensa, notadamente o Sr. Fernando Gomes. Ninguém merece tamanha perseguição, quanto mais o jogador mais decisivo da história atleticana, e maior ídolo de uma geração.
Não sou regularmente adepto de teorias conspiratórias - e até por isso não escrevo com frequência sorbe arbitragens. Mas a sequência de erros carece de um mínimo de razoabilidade. Vale lembrar que na primeira rodada, o Atlético só perdeu para o festejado mega-líder-máximo-supremo Corinthians pela interferência direta do árbitro.
Ao investir todas as fichas no pragmatismo, Dunga fez do Brasil um time muito forte, mas comum, daqueles que quando as coisas não saem como esperado, não sabem, o caminho para buscar a virada. Sem variações táticas e viciada em jogadas de contra-ataque em velocidade, a equipe brasileira viu-se impossibilitada de construir os espaços (...)
O futebol permite espaço para os sentimentos mais repugnantes. Inveja, despeito, recalque, tudo isso é ostentado com orgulho quando o assunto é futebol. E é exatamente isso que estamos vendo no imbróglio sobre a Copa do Mundo em Curitiba.
O resultado da troca no comando técnico será efetivamente verificada apenas após a parada para a Copa. Neste período, é bom que o time treine, e muito. Passados estes 40 dias na ZR, o Atlético terá que voltar tinindo e partir contudo para alcançar sua meta - que, infelizmente, pelo quinto ano consecutivo, será meramente escapar do rebaixamento.
Confesso que só entendi o esquema tático proposto por Leandro Nihues ao ouvir sua entrevista após o jogo. E aí entendi também o motivo da desorganização do time atleticano. Se Antonio Lopes era pródigo em "inventar" jogadores em posições diferentes, Leandro inovou ao inventar o próprio esquema tático
A estrutura construída não tem servido sequer para brigarmos na parte intermediária da tabela em âmbito nacional. Houve então alguma falha no planejamento de longo prazo? O que falta para que nossa estrutura seja, de fato, um diferencial?
Neste ano de 2010, não tivemos a capacidade de superar o Coritiba na primeira fase do paranaense, time que jogou a maioria das partidas longe da capital e mesmo assim garantiu o supermando. Houve uma mísera vitória atleticana longe de Curitiba - sequer o semi-amador Vilhena ou o Sampaio Corrêa sucumbiram ao nosso time.
O esquema de Lopes com três volantes aniquilou a ofensividade do Atlético, sobrecarregando Netinho (que foi mal) e deixando os atacantes isolados, sem ver a cor da bola.
A vitória no Atletiba de ontem não poderia ter sido mais perfeita para os cem anos do Coritiba. As circunstâncias em que foi alcançada, e o seu reflexo nos torcedores, são emblemáticos do que o clube representou nas últimas décadas.
Nós sofremos por três anos sem estádio, enquanto a Baixada era construída com nossos próprios recursos, oriundo da venda de nossos craques. Começamos do zero e com nosso suor. Temos um estádio que atende com sobras as nossas necessidades. E entregaríamos metade dele para poder sediar um confronto de segunda linha, como Austrália x Colômbia?
Um Atlético que entrava no Serra Dourada para tomar 3x0 em poucos minutos, se transformou em um time que consegue segurar o Cruzeiro do gladiador Kléber com um jogador a menos, em pleno Mineirão. É um Atlético com alma, simbolizado na raça de Nei, um gigante incansável que vem honrando como ninguém a camisa atleticana.
A situação é desalentadora. Entramos simplesmente no quarto ano consecutivo de disputa do Brasileirão com o objetivo único de fugir do rebaixamento. E pelo quarto ano seguido, a sensação que temos é de que deste ano não passa.
Como Thomas Edison ao ver sua lâmpada acender, ou como Colombo ao avistar as terras americanas, eis que Waldemar Lemos finalmente descobriu a forma de fazer o time do Atlético jogar bola.