Rogério Andrade, 41 anos, é administrador. Atleticano de "berço", considera a inauguração da Arena da Baixada como o momento mais marcante do Atlético, ao ver um sonho acalentado por tantos anos tornar-se realidade.
Lá vem o Furacão, cheio de força, cheio de vigor, cheio de vontade. É assim que te queremos domingo, Atlético!
Que todos tenham vergonha na cara e respeitem o torcedor atleticano. Que o desejo de vencer prevaleça sobre todos os outros, e que alguma fórmula mágica trate de fazer o Atlético sair com força em busca do título estadual.
É hora de atacar com a velha e tradicional raça rubro-negra. É hora de ousar, é hora de Wallyson!
Então é hora de apoio, é hora de desfilar com a camisa atleticana, é hora de incentivar e chamar o povão para o jogo de domingo.
Falta muito para nós, é verdade, mas precisamos de um ponto de partida. Por isso considero o jogo da Baixada, contra o Engenheiro Beltrão, um ponto de partida, o início de bons tempos que certamente esperamos que cheguem rapidamente, principalmente por estarmos na reta final do campeonato paranaense.
O amor não é assim, tão compreensível como a gente pensa. Se for verdadeiro, o amor é tão forte, mas tão forte, que quando toma conta da gente, nos inunda de tal forma que não conseguimos nem entender as nossas próprias razões ou emoções.
A verdade é que ninguém mais quer jogar no Atlético. A verdade é que ao observar a primeira brecha, o cara dá no pé. Ninguém suporta, por algum motivo, conviver com as pessoas do Atlético. Está aí, na nossa cara, mais uma prova: Jancarlos. Perdemos, de novo, para o São Paulo.
O Atlético perdeu o jogo, perdeu a confiança, perdeu para ele mesmo. Se acovardou diante do competente time alagoano. E o Corinthians de Alagoas jogou nos erros de um time de bundões, um time de calados, que consentiu o tempo todo que suas fraquezas estavam estampadas no rosto de cada atleta em campo.
O Atlético precisa colocar em campo mais do que o desejo de vencer. Precisa colocar em campo o desejo de reencontrar a confiança.
Dei a volta novamente no ginásio, passei pelas catracas e saí da Baixada. Olhei para o lado e percebi que ali, atento, estava alguém com as mãos no meu ombro.
O Atlético já fez história. Agora está a um passo de escrever mais um capítulo e gravar para sempre a noite de 20 de fevereiro de 2008 nos corações atleticanos.
Entre alegrias e tristezas, dor e desejo, o Atlético me ensinou muito mais do que simplesmente seguir o caminho do estádio para assistir a um jogo de futebol.
Hoje é evidente a “mudança de ambiente” que foi criada em nosso estádio. A boa fase do Atlético trouxe novamente o torcedor para perto do time.
Enfim, estamos próximos ao final do primeiro período do ano, cumprindo à risca o velho ditado do cidadão brasileiro: “antes do carnaval o Brasil não existe”.
E dentro de campo a vitória do Atlético, além de esperada, foi incontestável. Sem maiores comentários, mas simplesmente incontestável.
Será o Atlético das multidões, das crianças, das mulheres, das famílias, da nova e da velha geração. Será o Atlético com a cara do Atlético, outra vez.