Rogério Andrade, 41 anos, é administrador. Atleticano de "berço", considera a inauguração da Arena da Baixada como o momento mais marcante do Atlético, ao ver um sonho acalentado por tantos anos tornar-se realidade.
Será mais uma vez um dia de crescermos para cima do adversário e não deixarmos um espaço sequer para uma reação. Será o dia de apoiar todos os jogadores, sem qualquer exceção, de suar, dentro e fora de campo, de vibrar, de berrar e estar o tempo todo jogando ao lado do Atlético.
Declarações, entrevistas e cartas abertas, querendo a qualquer custo fazer com que o torcedor atleticano “engula” as políticas do clube. O pior de tudo é saber que a voz do atleticano, de tão rouca, já não tem mais efeito. A nação atleticana foi atropelada por um rolo-compressor e teve que aprender, com o tempo, a ficar calada.
Não somente pelos três pontos, não apenas pela importância de se vencer um jogo, independente se é dentro ou fora de casa, mas a vitória atleticana na próxima quarta-feira passa a ser a única salvação do técnico Givanildo. Ou não?
Confesso, continuo nada otimista em relação ao nosso técnico e sua postura, mas não é por isso que não vou mais torcer por suas conquistas. O que temos que diferenciar é a torcida pelo sucesso com o temor e a sensação de que algo não vai bem.
Pretende ele, Givanildo, promover o retorno de Erandir, mas ainda não sabe se joga com dois ou três zagueiros. Meu Deus, será que é tão difícil de perceber que precisamos fechar nossa linha de zaga, ou com a suspensão de Paulo André, vamos jogar com dois zagueiros e congestionar (inchar) o meio?
Não quero ser otimista, diante de uma receosa 16ª colocação, mas também não considero uma utopia pensar no crescimento do Atlético neste campeonato. O que não gostamos, no jogo contra o Internacional, foi o resultado. Ao meu ver, por pouco, principalmente após o time ganhar uma certa consistência no meio com a entrada de Fabrício, não vencemos o jogo.
Correndo com a camisa 9, com fome e com cheiro de gol, lá vem Pedro Oldoni, mais uma vez. Na mídia, mais do que nunca após tornar-se artilheiro do campeonato em apenas um jogo, Pedro pode hoje, realizar seu sonho: jogar ao lado de Dagoberto.
Não assisti o jogo, apenas ouvi, mesmo assim era nítida a boa impressão que o time deixava em campo, minuto a minuto. A postura era outra, e a vitória, uma questão de noventa minutos. E quando todos já sonhavam com uma vitória, mesmo pelo placar mínimo, o pênalti a favor do time carioca detonava o restinho dos nossos sonhos.
Por isso também levanto, a partir desta coluna, mais uma ponta de esperança e convoco a torcida atleticana a fazer uma corrente positiva, com a fé e a certeza de que pode pintar uma vitória em pleno Maracanã.
Não lhe acusamos, em momento algum, como o fator provocante de uma possível crise, mas lhe cobramos e sempre lhe cobraremos atitudes e respostas, para apenas um único fim: o bem do Clube Atlético Paranaense. Da mesma forma que o Atlético está em seu sangue, está também nas nossas veias, com a diferença que suas responsabilidades são dez ou mais vezes, maiores que as nossas.
E como começar de novo? Com uma vitória. Apenas três pontos fará com que a mágoa e o ressentimento do torcedor atleticano se afaste um pouco. Precisamos reencontrar o nosso Atlético, vibrante, alegre, guerreiro, entusiasmado.
Uma coisa, no meio de toda essa confusão e de toda essa tempestade, é lógica, óbvia, evidente: do jeito que está, não dá! Ou se faz do Atlético um clube de futebol, sem apostar na sorte e dar tiros no escuro, ou o desespero vai tomar conta do torcedor.
Cada atleticano resolve seu mal estar de uma maneira. Alguns rezam, outros analisam o aspecto técnico, alguns acreditam, outros tentam acreditar, alguns são extremamente pessimistas, outros preferem uma vela aqui, outra ali, e por aí vai.
É aniversário do Atlético, do nosso Atlético, e não poderia existir razão maior para eu deixar o meu merecido período de férias e escrever sobre a nossa paixão. Sim, estamos aqui movidos por essa paixão chamada Clube Atlético Paranaense, e mesmo nos momentos mais sofridos e incertos, como o que estamos vivendo, não deixamos de crer e juntar forças para fazer nossos corações ficarem do tamanho do Furacão.
Se um árbitro de futebol, auxiliado por incompetentes como ele, não consegue sequer distingüir lances corretos de lances irregulares, pois “apita no escuro”, imaginem se um elemento desses consegue se impor em campo para combater a violência?
Entre algumas pedras no sapato, lá estará o Jotinha, próximo a sentir o poder atleticano na Arena, na quarta-feira, dia 1º de março. Não esqueçam, no primeiro dia do próximo mês já temos outro compromisso marcado, certo? E tentem não esquecer, por favor.