Rogério Andrade, 41 anos, é administrador. Atleticano de "berço", considera a inauguração da Arena da Baixada como o momento mais marcante do Atlético, ao ver um sonho acalentado por tantos anos tornar-se realidade.
As fotos que estão guardadas lá em casa, do Natal de 1982, me fizeram voltar no tempo e recordar grandes dias de alegria ao lado do Atlético. Depois daquele ano, aprendi finalmente como é que se comemora um título. Guardo cada minuto daquele ano no meu coração.
O bom senso deve estar em seus olhos, em suas atitudes, em suas decisões. É preciso que Vadão seja, antes de qualquer coisa, um homem verdadeiramente técnico, que não enxergue as coisas pelo lado pessoal e não seja tão “queridinho” ou muito amigo do grupo.
Como bom atleticano, acreditei quase que o ano todo, incentivei o time, o clube, os jogadores. Acreditei e confiei que poderíamos, ao longo do tempo, mudar o panorama. Acreditei no fator “casa”, acreditei que o time poderia se superar também fora da Baixada. Confiei na preparação da equipe e no suporte psicológico, assim que começamos a avançar na Copa Sulamericana.
Ontem eu já havia dito: “tá na hora.” Hora de apoiar o Furacão, de reencontrar o otimismo, seja em casa, no trabalho, na Baixada, acompanhando as notícias que antecedem ao jogo, ou seja em qualquer lugar deste universo. Eu tenho uma obrigação, um compromisso com o Atlético.
Ao meu ver, dos três jogos que ainda temos em casa este ano, o de hoje será o mais difícil, não apenas pelo desejo de apagar a última derrota ou pela obrigação da vitória para que continuemos sonhando com a Libertadores, mas por ser um grande clássico do futebol brasileiro, contra nada mais, nada menos que o Corinthians Paulista, um time perigoso e que tem no comando a coragem e a inteligência de Leão.
Sempre motivado pela excelente e inesquecível participação na Libertadores de 2005, quando disputar a decisão era “quase” impossível, gosto de aliar a emoção com a união. Se estivermos fortes, com o coração preparado, unidos em busca de um ideal, teremos a permissão de sonhar ainda mais, sim!
Não posso deixar de comentar o quanto o Atlético subiu de produção a partir do momento em que deixamos de lado Ivan e Moreno, e pudemos contar com o futebol arrojado e corajoso do ala esquerda Michel. Não destaco aqui somente a precisão das bolas alçadas na área ou o chute forte do lateral que deu nova vida ao Atlético, mas destaco o perfil de Michel.
Cantando do início ao fim da partida, os torcedores só silenciaram o estádio quando a bola chutada por Marcos Aurélio na cobrança de pênalti, deslizou com perfeição pelo lado direito da rede adversária. Naquele momento, o atleticano e o povo brasileiro explodiram em alegria e podem sim, bater no peito e gritar “como é bom ser brasileiro!”
Embalado por um empate e duas vitórias, o Atlético busca hoje na Baixada, a afirmação do importante momento de recuperação. Para isso, não pode estar sozinho. O Atlético precisa de mim, precisa de você e de mais milhares de outros atleticanos, para que juntos, possamos cantar, vibrar e sorrir com mais uma bela vitória.
Temos ainda um turno inteiro pela frente, e até o dia 3 de dezembro de 2006, muita água vai rolar e muitas surpresas ainda podem surgir. E por que não acreditar? Sim, temos o dever de acreditar e mostrar mais uma vez qual é o tamanho da nossa paixão.
Luccas é atleticano. Com 2 anos foi ao seu primeiro jogo na Baixada e de lá já saiu com a primeira camisa rubro-negra. Depois disso aprendeu que poderia ter tudo do Atlético, e tem. Camisa, bandeira, tênis, meia, calça, jaqueta e cueca. Tem até um chapéu muito louco do Furacão.
Não há melhor maneira de se enfrentar dificuldades, desafios e dividir, principalmente, os momentos de maior alegria. As conquistas tornam-se muito mais saborosas quando temos ao nosso lado a paixão que nos guia e nos faz enxergar as coisas de uma maneira real, diferente, concreta.
Quando te vi, foi um momento mágico, fiquei eufórico, exausto de tanta vibração, ainda mais te vendo com um traje todo especial. Por mais que nossa relação esteja misteriosa, e sei que temos que tomar cuidado com o que falamos, estou sempre ali, do teu lado, fielmente respirando o mesmo ar que você respira.
Não estou escrevendo em forma de crítica, nem querendo “azarar” o decorrer do trabalho de Givanildo e sua equipe, mas quero dizer que estamos todos de olhos bem abertos, não apenas neste aspecto, mas também no que diz respeito ao desmanche e as novas contratações.
Não é apenas o clube que merece este reconhecimento. Nós, torcedores do Atlético, merecemos o “muito obrigado” do nada humilde Dagoberto, não apenas pelo que fizemos pelo profissional, mas pelo que representamos para o nosso Atlético.
Defesas milagrosas fizeram a equipe atleticana acreditar no jogo e acreditar que ali atrás estava alguém em formato de “parede”. O Atlético venceu pela competência em marcar quando teve a oportunidade, mas principalmente pela competência do goleiro Cléber.