Rodrigo Abud, 34 anos, é jornalista. Já correu dos quero-queros na Baixada, justamente quando fez um lindo gol do meio de campo. Tarado por esportes, principalmente o bretão, é também alucinado por rádio esportiva.
Se nossos jogadores estarão nervosos, os adversários estarão ainda mais. Trata-se de uma oportunidade única de aplicar uma lição de humildade nos adversários.
Hoje infelizmente nós torcedores estamos abandonando quem tanto fez por nós, com uma sensação de culpa, com uma ponta de dor no coração, esse é o grande prejuízo para quem esqueceu completamente quem deveria ser sempre lembrado.
O pior reflexo na opção do clube nesta escolha é o cenário desfavorável sob dois prismas.
- Se o clube achou que a proposta para a transmissão do campeonato não era interessante, a discussão encerra aí. A imprensa utilizar isso para fomentar a antipatia ao clube faz o torcedor fique cada vez mais ressabiado com os órgãos de comunicação.
O jogo contra o América-MG será lembrado para sempre por aqueles que não cansam de exaltar o feito de Ziquita contra o Colorado, a inauguração da Velha Baixada, da Arena e os jogos inesquecíveis que do Furacão.
O clássico de sábado contra o Paraná Clube define a situação do Atlético para o ano de 2013 e tanto a análise da razão, como a da emoção, mostram que a chance de tudo acabar bem para o torcedor Rubro-Negro é muito grande.
Suas opiniões dotadas de segundas intenções, sejam críticas ou elogios, soam tão falsas quanto um torcedor atleticano dizer que está torcendo pelo Coritiba e vice-versa. Campanhas foram realizadas para demonstrar que sabíamos que os comentários vindos desse sujeito não deveriam ser levados a sério.
Faltando apenas seis jogos para o fim do Campeonato Brasileiro da série B, está claro que o Atlético tem como grande adversário o São Caetano.
Porém o sol, o calor, as 5.740 pessoas que acompanhavam a partida no estádio e os inúmeros outros que o faziam pela televisão ou rádio, não estavam o fazendo a toa. O destino estava em débito com o Atlético e pagou parte da dívida aos 51 minutos de jogo, quando Paulo Baier, tomado pelo brilho do sol do intervalo, deu a vitória para o furacão e fez o sábado em Curitiba ficar ainda mais bonito.
5) O torcedor sabia da importância de Paulo Baier para o elenco, tanto na parte técnica, como na tática e na motivacional, porém era flagrante que ele não tinha condições de jogar os 90 minutos com a mesma intensidade (algo natural para um atleta da idade dele). A utilização de Baier no segundo tempo provou que a torcida tinha razão quando optava para que ele começasse no banco.
As alterações de terça de Ricardo Drubscky deformaram a equipe. Deixamos de trocar passes e perdemos o meio de campo. Vimos o Joinville, com um jogador a menos, pressionar nossa saída de bola, algo que era o Atlético que deveria estar fazendo.
Convenhamos que a equipe com o maior orçamento, maior estrutura da Série B se comporta como se fosse candidata ao rebaixamento, sem planejamento, sem ambição e com um comando pouco preocupado com o que irá acontecer no final de 2012, pois parece estar pensando apenas em 2014.
Lamentável e constatar que quem cobrou por contratações foi taxado de oposicionista, quando na verdade estava apenas alertando, de que de fato o carro estava fora de controle.
Na criação Jorginho precisa repensar a presença de Paulo Baier. Mesmo sendo importante para o elenco, sua titularidade é questionável. Opções para corrigir o treinador têm, basta apenas mexer.
O atual presidente gosta que lembremos tudo o que de maravilhoso ele fez pelo Atlético. Isso o torcedor jamais vai esquecer, mas é sempre bom lembrar, também, dos erros cometidos e em 2012 a lista está ficando grande.
Logo que assumiu, Mario Celso Petraglia contratou dois profissionais para a gestão do futebol. Dagoberto Santos assumiu a Direção Geral do clube e Sandro Orlandelli ficou com a Direção de Futebol.