Michele Toardik

Michele Toardik de Oliveira, 38 anos, é advogada, mãe, sócia ininterrupta há mais de uma década e obsessivamente apaixonada pelo Furacão. Contrariou as imposições geográficas, tornando-se a mais atleticana de todas as "fluminenses". É figurinha carimbada nas rodas de resenha futebolística, tendo como marca registrada a veemência e o otimismo incondicional quando o assunto é o nosso Furacão.

 

 

Bipolar

19/05/2014


Seguindo a ordem natural e após alguns meses de dedicação exclusiva ao meu filho, consegui me organizar e retomar as minhas atividades extra maternidade, inclusive as futebolísticas.

Entretanto, não sei se por capricho ou pura superstição, era meu desejo findar o jejum colunístico com o pé direito, através de um texto recheado de otimismo e falando de vitória! Mas, do jeito que a coisa anda, achei melhor voltar a escrever depois de um empate com a Chapecoense do que postergar meu retorno pra depois da Copa, pois eu ainda tenho esperança que, assim como ocorreu há 4 anos, as coisas sejam consertadas após um Mundial.

Poderia ter escrito algo sobre a emoção de ver a maravilhosa transformação que foi realizada na nossa tão amada e mística Arena da Baixada, mas não seria totalmente sincera simplesmente porque ainda não pude me sentir totalmente em casa.

A incompatibilidade existente entre a magnitude do que foi construído e a pequenez com que o time atleticano tem se apresentado ofuscou completamente esse tão esperado momento, mesmo que eu tenha me esforçado entoando mantras positivos durante todo o evento: “É apenas um amistoso”. “Esse aí não é o meu Atlético.” “É de mentirinha.” “Ele não escalou mal, apenas ousou.” “Essa zaga aí não é a do Brasileirão.” “Aquele pereba é titular somente na noite de hoje.” “São testes.” “Manoel esta sendo poupado.” “Está tudo sob controle.”

Depois de 892 dias de peregrinação pelos mais variados e exóticos estádios, a noite que era pra ser de festa foi amarga porque apenas ressaltou os nossos problemas.

Quanto ao jogo de ontem, só posso dizer que fiquei assombrada com o que vi...

E quando esse texto rumava para um desabafo cheio de mágoa e desesperança, eis que sai a notícia de que Miguel Angel Portugal teve a hombridade de pedir pra sair E NÃO É MAIS O TÉCNICO DO ATLÉTICO, mudando completamente o rumo do que eu estava escrevendo! (#AdiosPortugal #HastaNunca #AgoraVai)

Lamento que isso não tenha acontecido logo após o jogo contra o Sporting Cristal, mas foi antes da Copa, antes da delegação espanhola chegar, antes que fosse tarde demais e isso é algo a ser comemorado.

Como é possível perceber, o Atlético me deixa meio bipolar! Do inferno ao céu, da tristeza a alegria, seja lá o que for. Meu otimismo voltou e até consigo vislumbrar que, mesmo diante de um elenco bem modesto e longe do ideal, um técnico com o mínimo de competência devolverá o Furacão aos trilhos e devolverá nossa dignidade.

Não sei se a “culpa” é minha, mas não tenho dúvidas de que voltei com o pé direito!


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