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Entrevista | quinta-feira, 21 de janeiro de 2016, 07h56

"Super feliz", Sallim faz um balanço do primeiro mês

Por: André Wuicik (Furacao.com)

Foto Destaque

Luiz Sallim Emed: primeiros dias como presidente [foto: FURACAO.COM]

O presidente do Atlético, Luiz Sallim Emed, concedeu entrevista exclusiva à Furacao.com nesta quarta-feira (20/01). Um mês após haver tomado posse, Sallim falou sobre os principais assuntos que envolvem o Rubro-Negro.

O dirigente não deixou de falar sobre a experiência das ultimas eleições do clube, o planejamento para a temporada, a contratação de jogadores, as particularidades da negociação do atacante Walter, a Arena da Baixada e mais.

Confira a íntegra da entrevista, realizada na Arena da Baixada:

Como você está se sentindo como presidente do Atlético, após este primeiro mês no clube?
Super feliz, as coisas estão indo bem. Encontramos um clube muito profissionalizado, operacionalmente tudo funciona muito bem. Enquanto a bola não rola, estamos tendo a felicidade de as contratações estarem dando certo. Tivemos a competência de conseguir trazer jogadores e continuar com os bons atletas do ano passado. Quando as coisas vão bem, você fica feliz.

Nesses primeiros dias de gestão, qual foi o momento de maior alegria como presidente do Clube Atlético Paranaense?
Não houve um momento mais marcante, mas as coisas que estão dando certo, a recepção com a torcida e este relacionamento harmônico te deixa mais tranquilo. Mas o que deixa mais feliz são as contratações e o trabalho que está dando certo até aqui.

Você se sentiu pressionado por substituir o Mário Celso Petraglia, que é uma das figuras mais conhecidas do clube ou por assumir depois de um resultado apertado nas eleições?
Não, de forma alguma. É uma oportunidade de a gente reconhecer todo o trabalho que foi feito. Estou super feliz e agradecido que Mário Celso me escolheu para o suceder como presidente. E só aceitei ser presidente por saber que ele continuaria do nosso lado, nos ajudando com sua experiência e competência.

Assim que saiu o resultado da eleição, o senhor imediatamente adotou um discurso de unificação do Atlético, afirmando que seria o presidente de todos os atleticanos. Por que sentiu a necessidade de fazer essa declaração?
É meu jeito de ser. O Atlético vai ser mais forte quando as pessoas estiverem juntas, no mesmo caminho. Todo mundo quer o bem do Atlético, mas as escolhas são diferentes, respeito isto. Eu fui eleito presidente tanto para a situação quanto a oposição. Meu trabalho é para todos os torcedores. Tudo está sendo feito para o bem do Atlético.

Qual é o legado que as eleições deixaram para o Atlético?
O legado é que o Atlético inaugurou um modelo de eleição realmente democrático. Nós fizemos uma eleição direta, aberta. O próprio Petraglia disse que deveríamos fazer um sistema assim. Esse legado é democrático e foi inaugurado pelo ex-presidente Petraglia, ao contrário do que muita gente possa imaginar.

O time se movimentou bastante nesse mercado de transferências. Quais são os objetivos e o planejamento para a temporada? Há alguma competição que o clube foca em específico?
Não temos foco em nenhuma competição em específico. O Atlético pretende disputar todos os campeonatos para vencer. Não haverá alguma seleção para este ou aquele campeonato. Se você vir o elenco, dá para observar que temos condições de competir em todos os campeonatos de forma competitiva, pela quantidade e qualidade de atletas.

O torcedor sonha com um meia de ligação de renome no Atlético. Mesmo com as contratações já realizadas, ainda existe a perspectiva de se fazer um grande investimento em algum jogador reconhecido nacional ou até internacionalmente para o setor?
Qualquer jogador competente está no radar do clube. O meio campista clássico, que o brasileiro tanto gosta, não está disponível em abundância. O próprio modelo de jogo de hoje é feito para suprir a carência deste tipo de jogador. Infelizmente, este tipo de jogador é uma espécie em extinção, mas o Atlético sempre vai estar atento para buscar um talento destes se houver oportunidade.

Pelo Twitter, o Petraglia levantou a possibilidade de o Atlético voltar a usar o Sub-23 no Paranaense em 2017, caso o calendário da Primeira Liga se estenda. Este ano, vai existir time Sub-23?
Para este ano não tem sub-23 de forma alguma, em nenhuma competição. Não vai existir time alternativo, haverá apenas o time do Clube Atlético Paranaense, sem diferenciação entre uma equipe ou outra.

Mesmo controverso, o Sub-23 ajudou o Atlético a revelar diversos atletas. Como o clube pretende inserir os mais jovens na equipe profissional a partir deste ano?
Nossa decisão é de que 50% do elenco seja formado por jogadores que venham das categorias de base, que vão sendo inseridos na equipe profissional aos poucos. É uma meta que temos. Só assim vamos poder participar bem das competições, porque não temos recursos para fazer contratações que envolvem muito dinheiro. Então, estes jovens jogadores vão sendo inseridos à medida que tiverem condições. Tanto é que na apresentação, apresentamos jogadores revelados juntos com os contratados, para demonstrar que todos estão em um nível de igualdade dentro do clube.

O calendário do futebol brasileiro é criticado pelo grande número de jogos, e agora, com a Primeira Liga, ele fica ainda mais extenso. Pensando nisso, o Atlético deve fazer algum rodízio de atletas durante a temporada?
O Atlético dispõe de pelo menos dois atletas de um nível e características semelhante por cada posição, então nada impede que possamos implantar um rodízio sem perder qualidade. Estou tranquilo em relação a esta questão, pois temos tecnologia e elenco o suficiente para não sobrecarregar nenhum atleta ou perder qualidade na equipe.

Quando desistiu de tentar a renovação do atacante Walter, a diretoria informou que a decisão foi fundada em algumas razões, como o peso do jogador e as "reais condições físicas e fisiológicas do atleta". Depois, a negociação foi retomada e o jogador renovou o contrato. O que mudou no posicionamento do clube em relação a esses aspectos físicos?
Um dos motivos para ele não ficar naquele momento era primeiramente o acerto financeiro, que na ocasião estava inviável com o Porto. Consideramos também a condição atlética dele. Mas para nossa surpresa, ele resolveu voltar para cá. Ele mesmo se convenceu de que o melhor era o Atlético, devido ao profissionalismo e oportunidades que ele encontra aqui. Ele também assumiu uma vontade, um desejo pessoal de mudar e adquirir a forma atlética. Nós acreditamos nele, resolvemos a parte financeira, conseguimos manter e acreditamos que ele vai atingir a forma física ideal.

O Walter vai treinar como todo o grupo, ou vai receber um tratamento especifico nos treinamentos?
Não, ele vai trabalhar de forma especifica, física e psicologicamente. Ele vai fazer um treinamento personalizado. O Walter precisa de um tratamento especial. Fizemos um plano terapêutico, que vai desde a nutrição, fisioterapia, fisiologia, apoio psicológico para oferecer condições de ele adquirir uma forma atlética muito melhor.

Qual é o papel de Mário Celso Petraglia no futebol do clube? Ele tem sido bastante ativo nas redes sociais, manifestando a posição do clube com relação a matérias que normalmente seriam de atribuição do presidente do Conselho Administrativo, como contratação e negociação de atletas.
Seria pouco inteligente se nós não aproveitarmos a experiência e competência do Mario Celso. É uma coisa compartilhada, ele conversa comigo, com todos os envolvidos para escolher atletas. Eu mesmo pedi ao Mario Celso para que ele pudesse nos ajudar. Se não fosse por ele, o Walter não estava aqui, por exemplo. Foi pela competência e relacionamentos dele que fechamos negocio com o Porto. Tem de acabar esse folclore de que ele manda e determina tudo aqui no Atlético sem consultar as pessoas.

Nas últimas temporadas o Atlético mudou de técnico com frequência. Como a diretoria pretende oferecer condições para o atual treinador, o Cristóvão Borges, exercer seu trabalho com regularidade?
O propósito é sempre manter o treinador por um bom tempo. Mas todas as trocas de técnicos feitas anteriormente, foram realizadas pelo bem do Atlético, porque eram necessárias em determinados momentos. Já o Cristóvão, com a equipe que temos, estrutura, identificação e o estudo que ele mesmo está realizando, tem tudo para ter uma longa vida aqui no Atlético.

A grama artificial já está sendo instalada na Arena e é uma realidade no clube. O Atlético deve ter alguma vantagem com este gramado, e a diretoria pensa que este fator possa gerar desconforto em outros clubes que venham jogar na Baixada?
Não, porque nosso gramado artificial é muito parecido com a grama natural, não há nenhuma diferença significativa em relação à natural, então não devemos ter vantagem. Muitas pessoas levantam que a grama artificial pode trazer lesões, mas eu, como médico, e como já tive a oportunidade de verificar nosso gramado artificial, garanto que isto não é verdade. Os movimentos que a bola faz também não são diferentes com este gramado. Se alguém reclamar sobre isso, é porque está usando como desculpa. Time que é bom joga bem em qualquer gramado.

Quando o Atlético pretende inaugurar uma loja oficial dentro da Arena?
Pretendemos inaugurar uma loja na Arena, assim como uma loja virtual com produtos do clube ainda neste ano. É uma demanda da torcida.

Há previsão de mudança dentro da alimentação no estádio, com mais variedade dentro da praça de alimentação?
Esta é uma situação mais complicada, porque envolve instalações de outros equipamentos na infraestrutura do Atlético. O que pretendemos trazer já para este ano, são os Foodtrucks no entorno do estádio, para que os torcedores possam comer antes ou depois dos jogos e usar a Arena também como um espaço de convivência.

Como a diretoria trabalha para decorar a Arena, principalmente com as cores do clube?
O estádio vai ser decorado com motivos em vermelho e preto, de forma gradativa. Agora, insisto, o estádio vai ficar cada vez mais rubro-negro, quando tivermos mais sócios. Se toda a torcida aparecer, o cinza desaparece. Eu chamo a atenção dos torcedores que ainda não são sócios, mas reconheço que o torcedor fiel, que foi nos acompanhar em Paranaguá, Joinville, Vila Capanema, não precisa deste recado.

Há a previsão de alteração no valor da mensalidade do Sócio Furacão para este ano, e a criação de novas modalidades para sócios?
Este valor permanece neste ano, sem previsão de qualquer aumento. O que fizemos, para baratear o plano de sócios, foi a ampliação do Sócio Fan para toda a arquibancada atrás dos dois gols. Agora estamos estudando outras modalidades para o plano de sócios, para atender aos torcedores que não moram em Curitiba, por exemplo. Mas o foco é no plano de sócios, e não no ingresso avulso, para evitar que o torcedor venha só nos jogos de grande apelo e possa acompanhar o clube com frequência.

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