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Entrevista | sexta-feira, 25 de outubro de 2013, 14h25

Marcão pede: "Continuem honrando essa camisa"

Por: Monique Silva (Furacao.com)

Foto Destaque

Marcão hoje trabalha no Sub-18 do Atlético [foto: Julia Abdul-Hak]

O ex-jogador Marcão, que teve passagem pelo Atlético em 2004 e 2005, acredita que os maiores obstáculos que o Furacão vai encontrar na reta final do Campeonato Brasileiro são realmente os adversários. Na torcida pelo Rubro-Negro, o ex-zagueiro quer o time do técnico Vagner Mancini ligado nas últimas partidas da competição para garantir uma vaga na Libertadores da América em 2014.

“Os maiores obstáculos são os adversários, porque todos querem tirar uma casquinha, você acaba virando alvo. Temos que estar ligado em tudo e cuidar das armadilhas do sucesso. Às vezes deixamos de fazer as coisas que nos levaram o sucesso, e é aí que as coisas começam a dar errado, mas pelo comprometimento desse grupo tenho certeza que isso não vai acontecer”, disse à Furacao.com.

E comprometimento foi uma das principais características do jogador enquanto vestiu a camisa do Furacão. Marcão chegou ao Atlético no final de 2003, indicado pelo técnico Mário Sérgio para reforçar a lateral-esquerda do Atlético depois de uma boa campanha pelo Juventude, quando foi eleito o nono melhor de sua posição no Brasileirão 2003 pela Bola de Prata da Revista Placar. Em dois anos no Furacão, ele jogou mais de 100 partidas e marcou sete gols. Atuou tanto na lateral quanto na zaga, posição onde teve grande destaque no Brasileirão 2004. Foi capitão da equipe em diversas partidas e tornou-se um dos jogadores mais queridos da torcida atleticana.

Ex-zagueiro marcou dois gols na Libertadores em 2005 [foto: Julia Abdul-Hak]

Raçudo, Marcão participou das campanhas do Furacão no Brasileiro de 2004, do Paranaense e da Libertadores de 2005. Autor de dois gols na competição internacional, na estreia diante do Independiente de Medelín e nas quartas de final contra o Santos, na vitória por 3 a 2 na Arena da Baixada.

Em novembro de 2005, foi emprestado ao Al Ittihad, da Arábia Saudita, exclusivamente para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa. Por problemas burocráticos, não pôde jogar e foi devolvido ao Atlético. Ainda foi emprestado ao Kawasaki Frontale, do Japão, em janeiro de 2006, e voltou ao Rubro-Negro em 2007, ficando até maio. Depois que foi contratado pelo Internacional, passou ainda por Palmeiras e Goiás até encerrar a carreira. Hoje Marcão é auxiliar técnico do Sub-18 do Atlético e cursa o primeiro período de Educação Física.

Veja abaixo a entrevista exclusiva do jogador à Furacao.com:

Marcão, você já teve o privilégio de disputar uma Libertadores com a camisa atleticana. O que você indica para os atletas do atual elenco para mais uma vez levarem o Furacão a este patamar?
Na verdade não precisa indicar nada, apenas pedir para eles mantenham esse comprometimento e vontade que estão em campo e que continuem honrando essa camisa como estão honrando, que eles vão levar ao mais alto patamar.

Em sua opinião, a campanha do Atlético no atual Brasileiro é uma surpresa ou não?
Sinceramente, no começo do campeonato, não apostaria que fôssemos brigar por uma vaga na Libertadores. Mas hoje trabalho no clube, sou auxiliar técnico do Sub-18, e acompanho paralelamente o profissional. Vejo a dedicação e o comprometimento que todos estão tendo. Não é surpresa que as coisas estejam acontecendo dessa maneira. Nada é por acaso, tudo isso é fruto do trabalho de todos.

Quais os obstáculos que o time deve se atentar para não colocar em risco a vaga?
Lógico que os maiores obstáculos são os adversários, porque todos querem tirar uma casquinha, você acaba virando alvo. Então temos que estar ligado em tudo. Temos também que cuidar das armadilhas do sucesso, porque às vezes deixamos de fazer as coisas que nos levaram o sucesso, e é aí que as coisas começam a dar errado, mas pelo comprometimento desse grupo tenho certeza que isso não vai acontecer.

Quais as semelhanças do Atlético de hoje com aquele que você atuava?
Acho que temos algumas semelhanças sim como a vontade, a dedicação, o comprometimento, o orgulho de vestir a camisa. E principalmente estão tendo talvez a maior característica do Atlético, que é jogar com muita raça, e isso que deixa o torcedor mais orgulhoso.

Certamente um dos destaques nessas grandes campanhas do time é a torcida. Qual recado você passa ao torcedor atleticano nesta reta final de Brasileiro?
O torcedor é e sempre será fundamental para o clube e para o time em qualquer campanha. Nesta reta final de campeonato o apoio será imprescindível. Vamos continuar torcendo, apoiando, pressionando os adversários e continuar mostrando a nossa força. Mas temos que tomar alguns cuidados, porque os jogos aqui em Curitiba serão muito importantes para alcançarmos nossa vaga à Libertadores. Não podemos perder mando de jogo. Tenho certeza que no final tudo vai dar certo e nossos objetivos serão alcançados.



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