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Entrevista | quinta-feira, 22 de março de 2012, 10h30

Vinicius: “Me sinto mais maduro”

Por: André Guenzen (Furacao.com)

Foto Destaque

Vinicius será o camisa 1 nas próximas partidas do Furacão [foto: REUTERS]

Revelado nas categorias de base do Atlético, o goleiro Vinicius estreou nos profissionais do Furacão no Campeonato Brasileiro de 2005, contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão. Logo na primeira oportunidade como titular, ajudou o Furacão a vencer a equipe mineira por 2 a 1.

A titularidade só foi conquistada por Vinicius em 2008, quando ganhou a posição de Viáfara, durante a pré-temporada. Oscilou entre a titularidade e o banco de reservas até 2010, quando foi emprestado para o Vitória. Na equipe baiana ficou pouco tempo, e logo seguiu para o Litex Lovech, da Bulgária.

Em sua passagem pelo futebol europeu, foi campeão nacional e o goleiro menos vazado da competição. No início desse ano, se reapresentou ao Atlético e seguiu no grupo comandado por Carrasco. Com a contusão de Rodolfo, Vinicius volta a ter oportunidades na equipe rubro-negra.

Confira abaixo a entrevista exclusiva cedida por e-mail para a Furacao.com:

Como foi sua passagem pelo futebol europeu e qual o maior aprendizado na sua carreira?
Tanto dentro quanto fora de campo, avalio como muito positiva, pois adquiri uma experiência diferente das que vivi aqui no Brasil. Na Europa se joga um futebol muito tático, os jogadores têm mais consciência e disciplina neste sentido, além de priorizar a parte física, de muita força. Para melhorar o nível técnico, eles contratam estrangeiros, quase sempre brasileiros. Então acho que aprendi bastante taticamente e, inclusive, o treinador do time que joguei utilizava o mesmo esquema que o Carrasco escala o Atlético, o que está me ajudando a ler o jogo neste retorno. Mas durante o tempo que joguei lá, sem dúvidas, a melhor experiência foi a disputa das eliminatórias para a Liga dos Campeões e da Liga Europa, quando jogamos contra equipes de Montenegro, Polônia e Ucrânia. Lá vivi um momento muito bacana, liderando o ranking do menor número de gols sofridos em toda Europa, sendo coroado com o título nacional ao fim da temporada.

Durante o tempo que ficou fora, principalmente no exterior, costumava acompanhar notícias sobre o Atlético?
Sempre tive muito carinho pelo Atlético, afinal, já completei 12 anos de clube. Além de acompanhar notícias, eu assisti a vários jogos. Torci bastante para o clube escapar do rebaixamento no ano passado, infelizmente não foi possível e agora a nossa missão é, junto com nosso torcedor, voltar à divisão de elite do futebol brasileiro.

No Atlético, você atuou ao lado do colombiano Viáfara. Também teve uma passagem vitoriosa pelo futebol búlgaro e agora é treinado por um uruguaio. O que há de melhor em cada uma das escolas com as quais conviveu?
Cada país tem sua cultura e seu estilo de jogar futebol, apesar de achar que os sul-americanos são parecidos, com exceção do Brasil, acredito que todos têm sua peculiaridade, como os colombianos e os uruguaios, por exemplo, mas acho errado tirar conclusões sobre a escola de um país avaliando somente uma ou algumas pessoas. Eu procuro sempre aprender e tirar o que tem de melhor com cada escola que trabalho, o que não está sendo diferente agora com a comissão do Carrasco, principalmente com o César, que trabalha diretamente com os goleiros.

Como avalia a sua primeira passagem pelos profissionais do Furacão?
Eu subi para o profissional em 2004, estreei em 2005, com 19 anos, mas, como costuma ser a vida de goleiro, tive que ter paciência até ser titular, em 2008. No total foram 71 jogos que também avalio positivamente. Claro que assim como defesas importantes, falhas houveram, mas nunca deixei de me dedicar e trabalhar muito para representar da melhor maneira possível a camisa número 1 do Atlético. Uma lembrança que jamais sairá da minha mente é do dia em que a Arena inteira gritou meu nome após defender um pênalti, no jogo em que quebramos o recorde de vitórias do famoso Furacão.

Acredita que esteja melhor preparado para assumir a titularidade nesse momento?
Sim, me sinto mais maduro. Adquiri experiências importantes nestes dois anos que passei fora. Acho que é um processo natural para o jogador de futebol, principalmente para o goleiro. Espero superar a falta de ritmo de jogo nesta partida com o Cianorte e ajudar a nossa equipe a conquistar mais uma vitória para continuar lutando pelo segundo turno do Estadual.

Gostaria de deixar uma mensagem para a torcida atleticana?
Quero pedir que a torcida continue nos apoiando, indo aos estádios para que, juntos, possamos alcançar os objetivos deste ano. Todos podem ter certeza que raça e vontade não faltarão e que estou trabalhando muito para dar alegrias à nação atleticana.

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